O texto faz referência ao pensamento de Keynes, de modo sumário e sistemático.

A TEORIA KEYNESIANA SURGE em resultado duma reflexão teórica sobre o tipo de medidas a tomar durante períodos de recessão. No começo do século XX o pensamento dominante era, ainda, o Liberal-Clássico, o qual pressupunha a recuperação do mercado pelo mercado, segundo o princípio do laissez-faire. Em resultado do crash da bolsa de Nova Iorque, em 1929, e da onda de crise global, John Keynes é um dos primeiros economistas a associar a circunstância ao falhando do mercado livre e autorregulador, por via da “mão invisível”, marcado por uma clivagem entre os setores público e privado, resultando daí uma separação entre o domínio da Economia e o das Finanças. Nesse cenário ideológico, o domínio público estava adstrito ao exercício das funções relacionadas à soberania, existindo umas finanças públicas mínimas e neutras, estando proibido o recurso à contração de empréstimos. A regra de ouro era, portanto, a promoção do equilíbrio do Orçamento do Estado segundo aqueles princípios de ação e separação entre domínios. Com o aumento do desemprego a gerar uma crise social e económica, Keynes defende a expansão económica por meio de uma ação do Estado, o qual deveria ter um papel ativo na criação do Pleno Emprego, cenário no qual o desemprego existe em índices tidos por normais. A teoria keynesiana surge numa altura em que o governo dos EUA desenvolvia o plano New Deal, incrementando gastos públicos na recuperação do pós-Crise de 1929. Segundo Keynes, o aumento das despesas do Estado, por via do seu papel de agente ativo na economia, produziria o chamado «efeito multiplicador», teoria de Richard Kahn, gerando mais emprego e mais empresas ligadas à iniciativa o Estado. Ocorreria, dessa forma, um efeito propulsor na economia por via da despesa do Estado, impulsionador do setor público empresarial. A fim de ultrapassar o cenário de crise, o Estado enquanto agente económico teria de admitir o desequilíbrio orçamental. Como resultado desta concentração da ação do Estado na…

error: Content is protected !!